Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756 | ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2019 - Volume 45  - Número 1  (Janeiro/Fevereiro)

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3 - DPOC: quanto mais tratar, melhor vai respirar. Será?

COPD: more treatment will translate to better breathing. Will it?

Paulo José Zimermann Teixeira1,2,3,a, Marcelo Ferreira Nogueira2,3,b

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20190037

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Educação continuada: Imagem

4 - Nódulo com hiperinsuflação adjacente

Hyperinflation surrounding a solitary nodule

Edson Marchiori1,a, Bruno Hochhegger2,b, Gláucia Zanetti1,c

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20190013

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Artigo Original

6 - Gerenciamento da DPOC no Sistema Único de Saúde do estado da Bahia: uma análise do padrão de utilização de medicamentos na vida real

Management of COPD within the Brazilian Unified Health Care System in the state of Bahia: an analysis of real-life medication use patterns

Charleston Ribeiro Pinto1,2,3,a, Antônio Carlos Moreira Lemos3,b, Lindemberg Assunção-Costa4,c, Aramis Tupiná de Alcântara5,d, Laira Lorena Lima Yamamura6,e, Gisélia Santana Souza4,f, Eduardo Martins Netto1,7,g

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170194

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Objetivo: Descrever o padrão de tratamento farmacológico da DPOC no estado da Bahia e avaliar a conformidade desse padrão com diretrizes clínicas de manejo da doença. Métodos: Estudo de corte transversal envolvendo 441 pacientes referenciados da Rede de Atenção à Saúde do Estado da Bahia para um ambulatório de referência público de um programa do Sistema Único de Saúde de gerenciamento da DPOC. Foram incluídos no estudo indivíduos com diagnóstico de DPOC moderada a muito grave, confirmado por espirometria. Os pacientes foram avaliados com relação ao uso de algum medicamento para o tratamento da doença nos últimos sete dias. A avaliação da adequação ou da inadequação (sub ou sobretratamento) do tratamento farmacológico dos pacientes foi realizada comparando-se o tratamento atual desses pacientes ao preconizado por diretrizes nacionais e internacionais. Resultados: Um total de 383 indivíduos foi incluído na análise. Aproximadamente metade dos pacientes (49,1%) utilizava algum broncodilatador de longa duração. Esses pacientes eram mais idosos e possuíam maior tempo de duração da doença. Da amostra, 63,7% e 83,0% não recebiam tratamento farmacológico em concordância com as recomendações internacionais e nacionais, respectivamente. A inadequação por subtratamento foi identificada em mais da metade dos pacientes. Conclusões: Os broncodilatadores de longa duração são frequentemente subutilizados em indivíduos com DPOC moderada a muito grave no Sistema Único de Saúde da Bahia. Nesta amostra, a maioria dos pacientes era tratada de forma inadequada, com predominância de subtratamento. Estratégias que melhorem o acesso a broncodilatadores de longa duração e a qualidade do manejo farmacológico da doença são necessárias.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/terapia; Tratamento farmacológico; Protocolos clínicos.

 

7 - Validação do Pulmonary Embolism Severity Index para a estratificação de risco após tromboembolia pulmonar aguda em uma coorte no Brasil

Validation of the Pulmonary Embolism Severity Index for risk stratification after acute pulmonary embolism in a cohort of patients in Brazil

Leonardo de Araujo Soriano1,a, Talita Tavares Castro1,b, Kelvin Vilalva1,c, Marcos de Carvalho Borges1,d, Antonio Pazin-Filho1,e, Carlos Henrique Miranda1,f

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170251

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Objetivo: Pulmonary Embolism Severity Index (PESI) foi desenvolvido para a estratificação de risco após tromboembolia pulmonar (TEP) aguda. Nosso objetivo foi validá-lo para uso no Brasil. Métodos: Estudo retrospectivo unicêntrico incluindo pacientes com TEP admitidos numa unidade de emergência. O PESI (versão original e simplificada) foi calculado utilizando-se dados dos prontuários na admissão hospitalar. O desfecho analisado foi mortalidade geral em 30 dias (MG30). Resultados: Foram incluídos 123 pacientes, com média de idade de 57 ± 17 anos, predomínio do sexo feminino (60%) e MG30 de 28 óbitos (23%). Na análise agrupada, a MG30 (classes I-II vs. III-IV-V) foi de 2,40% vs. 20,00% (risco relativo [RR] = 5,9; IC95%: 1,88-18,51; p = 0,0002). A MG30 na versão simplificada (0 vs. ≥ 1 ponto) foi de 3,25% vs. 19,51% (RR = 2,38; IC95%: 0,89-6,38; p = 0,06). A análise da sobrevida mostrou que as curvas de Kaplan-Meier foram semelhantes nas classes I e II (p = 0,59) e entre as classes III, IV e V (p = 0,25). A curva da versão original agrupada mostrou que a MG30 foi significativamente maior no grupo III-IV-V que no grupo I-II (RR = 7,63; IC95%: 2,29-25,21; p = 0,0001). A análise agrupada da versão original mostrou área sob a curva ROC maior que a da versão simplificada (0,70; IC95%: 0,62-0,77 vs. 0,60; IC95%: 0,51-0,67; p = 0,05). Conclusões: O PESI mensurou adequadamente o prognóstico de MG30 após TEP aguda nesta amostra da população brasileira. A utilização da versão original agrupada foi a mais adequada nesse cenário.

 


Palavras-chave: Embolia pulmonar; Índice de gravidade de doença; Medição de risco.

 

8 - Prevalência de deficiência de vitamina D e sua relação com fatores associados à sibilância recorrente

Prevalence of vitamin D deficiency and its relationship with factors associated with recurrent wheezing

Mirna Brito Peçanha1,2,a, Rodrigo de Barros Freitas1,b, Tiago Ricardo Moreira1,c, Luiz Sérgio Silva1,2,d, Leandro Licursi de Oliveira3,4,e, Silvia Almeida Cardoso1,2,f

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170431

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Objetivo: Determinar a prevalência da deficiência/insuficiência de vitamina D em indivíduos com sibilância recorrente e/ou asma com idade de 0-18 anos e residentes na microrregião de Viçosa (MG) atendidos em um centro de referência e determinar sua associação com os principais fatores de risco para sibilância. Métodos: Estudo transversal utilizando um questionário semiestruturado por entrevistadores treinados, aplicado aos responsáveis pelos participantes do estudo. Foram obtidas informações sobre características gerais da sibilância recorrente, fatores sociodemográficos, ambientais e biológicos gerais e aqueles relacionados à atopia. A magnitude da associação estatística foi avaliada por meio do cálculo da OR e IC95% obtidos por regressão logística múltipla. Resultados: Foram incluídos 124 indivíduos no estudo. A prevalência da deficiência/insuficiência de vitamina D na amostra foi de 57,3%. Observaram-se associações da deficiência/insuficiência de vitamina D com sibilância no primeiro ano de vida, antecedentes pessoais de dermatite atópica, poluição ambiental e suplementação de vitamina D até os 2 anos de idade. Conclusões: A prevalência de deficiência/insuficiência de vitamina D foi alta em nossa amostra. As concentrações de vitamina D foram associadas diretamente com a suplementação de vitamina D até os 2 anos de idade e inversamente com eventos de sibilância no primeiro ano de vida, antecedentes pessoais de dermatite atópica e poluição ambiental.

 


Palavras-chave: Vitamina D; Asma; Sons respiratórios; Menores de idade.

 

9 - Avaliação de doença óssea em pacientes com fibrose cística e doença pulmonar terminal

Evaluation of bone disease in patients with cystic fibrosis and end-stage lung disease

Cécile A. Robinson1,a, Markus Hofer2,b, Christian Benden1,c, Christoph Schmid3,d

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170280

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Objetivo: A doença óssea é uma comorbidade comum em pacientes com fibrose cística (FC). Nosso objetivo foi determinar os fatores de risco e identificar possíveis marcadores bioquímicos de doença óssea relacionada à FC (DOFC) em uma coorte única de pacientes com FC e doença pulmonar terminal submetidos a avaliação para transplante de pulmão (TxP). Métodos: Todos os pacientes com FC avaliados para TxP em nosso centro entre novembro de 1992 e dezembro de 2010 foram incluídos no estudo. Foram avaliados dados clínicos e marcadores bioquímicos de remodelação óssea, bem como a densidade mineral óssea (DMO) na coluna lombar e colo do fêmur. Foram usados rô de Spearman e análise de regressão logística multivariada. Resultados: Foram avaliados 102 pacientes adultos com FC. A média de idade foi de 28,1 anos (IC95%: 26,7-29,5), e a média do índice de massa corporal foi de 17,5 kg/m2 (IC95%: 17,2-18,2). A média do escore T foi de −2,3 e −1,9 na coluna lombar e colo do fêmur, respectivamente, sendo menor nos homens que nas mulheres (−2,7 vs. −2,0 na coluna lombar e −2,2 vs. −1,7 no colo do fêmur). No geral, 52% apresentaram escore T < −2,5 em um dos dois sítios esqueléticos. O genótipo homozigoto para Phe508del foi encontrado em 57% dos pacientes sem osteoporose e em 60% daqueles com DMO baixa. A média do escore T não foi particularmente baixa em pacientes com mutações graves do gene CFTR. Embora o IMC tenha se correlacionado com o escore T no colo do fêmur e coluna lombar, os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D e paratormônio não o fizeram. Conclusões: A DOFC é comum em pacientes com FC e doença pulmonar terminal, particularmente em homens e pacientes com IMC baixo. O estado de mutação da FC aparentemente não se correlaciona com a DOFC. Além disso, aparentemente não há correlação entre DMO baixa e outros fatores de risco ou parâmetros bioquímicos. A prevalência de DOFC parece ter diminuído recentemente, o que provavelmente é reflexo do aumento dos esforços para antecipar o diagnóstico e tratamento.

 


Palavras-chave: Transplante de pulmão; Fibrose cística; Densidade óssea; Osteoporose.

 

10 - Todos os que param de fumar ganham peso? Estudo prospectivo de coorte do mundo real

Does everyone who quit smoking gain weight? A real-world prospective cohort study

Edna Jeremias-Martins1,2,a, José Miguel Chatkin1,3,b

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20180010

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Objetivo: Avaliar as alterações de peso após 12 meses de abstinência do tabagismo confirmada bioquimicamente, comparando pacientes que perderam peso ou mantiveram o peso basal com os que ganharam peso. Métodos: Estudo prospectivo de coorte do mundo real realizado no Ambulatório de Cessação do Tabagismo do Hospital São Lucas, em Porto Alegre (RS), entre 2010 e 2016. Os pacientes avaliados receberam aconselhamento intensivo sobre cessação do tabagismo, focado especialmente em questões do peso, bem como farmacoterapia, e foram acompanhados durante 12 meses. Foram medidos os pesos basal e final. A abstinência contínua foi confirmada pela determinação da concentração de monóxido de carbono no ar exalado (COex). Resultados: Do total de 348 pacientes avaliados, 161 (46,2%) alcançaram abstinência contínua (COex < 10 ppm) durante os 12 meses de acompanhamento. Desses 161 pacientes, 104 (64,6%) mantiveram o peso inicial ou tiveram alteração de peso de não mais de 5% em relação ao peso basal, enquanto os 57 restantes (35,4%) tiveram ganho de peso de mais de 5%, com 18% deles apresentando aumento > 10% em relação ao peso basal. O número necessário para causar dano (isto é, o número de pacientes necessário para detectar um paciente com aumento de peso) foi calculado em 3,6 (IC95%: 2,8-5,4). Conclusões: O ganho de peso não está necessariamente associado à cessação do tabagismo, e os fumantes que estão motivados para parar de fumar devem ser informados desse fato. Essa informação também pode ser útil para abordar os fumantes que ainda estão indecisos em razão da possibilidade de ganho de peso.

 


Palavras-chave: Perda de peso; Abandono do hábito de fumar; Fumar tabaco; Resultado do tratamento.

 

11 - Incidência e características morfológicas do sinal do halo invertido em pacientes com tromboembolismo pulmonar agudo e infarto pulmonar submetidos a angiotomografia de artérias pulmonares

Incidence and morphological characteristics of the reversed halo sign in patients with acute pulmonary embolism and pulmonary infarction undergoing computed tomography angiography of the pulmonary arteries

Alexandre Dias Mançano1,a, Rosana Souza Rodrigues2,3,b, Miriam Menna Barreto2,c, Gláucia Zanetti2,d, Thiago Cândido de Moraes1,e, Edson Marchiori2,f

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170438

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Objetivo: Verificar a incidência do sinal do halo invertido (SHI) associado a infartos pulmonares (IP) relacionados ao tromboembolismo pulmonar (TEP) agudo, identificado por angiotomografia (angio-TC) de artérias pulmonares, e demonstrar as principais características morfológicas do SHI. Métodos: Foram avaliadas 993 angio-TCs, após estratificação de risco clínico para TEP entre janeiro de 2010 e dezembro de 2014. TEP foi encontrado em 164 pacientes (16,5%), sendo que três exames foram descartados devido a artefatos de movimentação respiratória. Dos 161 exames restantes, em 75 (46,6%) foram identificadas imagens compatíveis com IP, totalizando 86 lesões; o SHI foi observado em 33 (38,4% dos pacientes) dessas lesões. Resultados: Dos 29 pacientes com lesões características de IP com o SHI, 25 pacientes (86,2%) apresentavam lesão única e 4 (13,8%), lesão dupla. Todas as imagens compatíveis com SHI eram de localização subpleural. Para padronizar a análise, todas as imagens foram interpretadas no plano axial. Em relação à distribuição lobar das 33 lesões, o SHI estava localizado no lobo inferior direito, em 17 (51,5%); no lobo inferior esquerdo, em 10 (30,3%); na língula, em 5 (15,2%) e no lobo superior direito, em 1 (3,0%). Áreas de baixa atenuação no interior dos IPs com o SHI foram observadas em 29 das 33 lesões (87,9%). O SHI apresentava formato ovalado em 24 (72,7%) dos casos e formato arredondado, em 9 (27,3%). Derrame pleural foi encontrado associado aos IP com o SHI em 21 pacientes (72,4%). Conclusões: O achado de imagens com essas características, mesmo em pacientes com sintomatologia inespecífica, deve alertar para a possibilidade do diagnóstico de TEP.

 


Palavras-chave: Embolia pulmonar; Infarto pulmonar; Angiografia por tomografia computadorizada.

 

12 - A baixa escolaridade é um fator limitante para o controle da asma em uma população com acesso a pneumologista e tratamento?

Is a low level of education a limiting factor for asthma control in a population with access to pulmonologists and to treatment?

Cassia Caroline Emilio1,a, Cintia Fernanda Bertagni Mingotti1,b, Paula Regina Fiorin1,c, Leydiane Araujo Lima1,d, Raisa Lemos Muniz1,e, Luis Henrique Bigotto1,f, Evaldo Marchi2,g, Eduardo Vieira Ponte1,h

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20180052

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Objetivo: Avaliar se a baixa escolaridade é um fator de risco para asma não controlada em uma população de pacientes que tem acesso a um pneumologista e ao tratamento. Métodos: Estudo transversal com pacientes com diagnóstico de asma, com idade > 10 anos, acompanhados por ao menos três meses por um pneumologista em ambulatórios na cidade de Jundiaí (SP). Os indivíduos responderam a um questionário específico do estudo, ao Questionário de Controle da Asma com seis questões para avaliar o controle dos sintomas da asma e a um questionário para avaliar a adesão ao tratamento. Avaliou-se a correção no uso de dispositivos inalatórios, e os pacientes realizaram espirometria. Resultados: Foram incluídos 358 pacientes. A escolaridade não foi fator de risco para sintomas de asma não controlados (OR = 0,99; IC95%: 0,94-1,05), presença de distúrbio ventilatório obstrutivo na espirometria (OR = 1,00; IC95%: 0,99-1,01), asma não controlada (OR = 1,03; IC95%: 0,95-1,10) e necessidade de dose moderada/alta de medicações inalatórias (OR = 0,99; IC95%: 0,94-1,06). O número de anos de escolaridade foi semelhante nos grupos com e sem adesão ao tratamento (p = 0,08) e nos grupos com e sem erros na utilização do dispositivo inalatório (p = 0,41). Conclusões: Nesta amostra de pacientes com asma que têm acesso a pneumologista e tratamento, a baixa escolaridade não foi um fator limitante para o controle adequado da asma.

 


Palavras-chave: Asma; Escolaridade; Espirometria; Cooperação e adesão ao tratamento.

 

13 - Apneia obstrutiva do sono e qualidade de vida em idosos portadores de marca-passo

Obstructive sleep apnea and quality of life in elderly patients with a pacemaker

Tatiana Albuquerque Gonçalves de Lima1,a, Evandro Cabral de Brito2,b, Robson Martins2,c, Sandro Gonçalves de Lima3,d, Rodrigo Pinto Pedrosa2,e

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170333

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Objetivo: Avaliar a qualidade de vida em idosos portadores de marca-passo e apneia obstrutiva do sono (AOS). Métodos: Estudo de corte transversal com idosos (idade ≥ 60 anos) portadores de marca-passo cardíaco. A variável dependente foi qualidade de vida, avaliada por meio do Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey (SF-36). Dados sociodemográficos e clínicos foram analisados como variáveis independentes, entre os quais ansiedade e depressão (por meio da Hospital Anxiety and Depression Scale), assim como presença de AOS (definida como um índice de apneia-hipopneia ≥ 15 eventos/h). Pacientes com déficits cognitivos/neurológicos ou descompensação cardíaca foram excluídos. Resultados: A amostra foi composta por 72 pacientes, 17 dos quais (23,6%) apresentaram AOS - 9 homens (52,9%). A média de idade foi de 72,3 ± 9,3 anos. Não houve associações de presença de AOS com sexo (p = 0,132), idade (p = 0,294) e índice de massa corpórea (p = 0,790). Não foram observadas diferenças dos domínios do SF-36 entre os grupos com e sem AOS. Em relação à ansiedade, 14 pacientes (19,4%) apresentaram sintomas moderados ou graves, dos quais apenas 3 (21,4%) tinham AOS (p = 0,89 vs. sem AOS). No tocante à depressão, 12 pacientes (16,6%) apresentaram sintomas moderados ou graves, dos quais 2 (16,6%) tinham AOS (p = 0,73 vs. sem AOS). Conclusões: Nesta amostra em idosos portadores de marca-passo, a presença de AOS não foi associada a qualidade de vida e sintomas de ansiedade e depressão.

 


Palavras-chave: Qualidade de vida; Idoso; Apneia obstrutiva do sono.

 

14 - De volta para o futuro: série de casos de reparo minimamente invasivo do pectus excavatum com instrumentos comuns

Back to the future: a case series of minimally invasive repair of pectus excavatum with regular instruments

Miguel Lia Tedde1,a, Silvia Yukari Togoro1,b, Robert Stephen Eisinger2,c, Erica Mie Okumura1,d, Angelo Fernandes1,e, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes1,f, Jose Ribas Milanez de Campos1,g

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170373

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Objetivo: O minimally invasive repair of pectus excavatum (MIRPE, reparo minimamente invasivo do pectus excavatum) é um tratamento cirúrgico do PE. Durante o procedimento, utiliza-se um introdutor específico a fim de criar um túnel mediastinal para a colocação toracoscópica de uma barra metálica. Já houve casos relatados de perfuração cardíaca durante essa etapa arriscada. O introdutor grande pode ser uma perigosa alavanca em mãos inábeis. Propusemo-nos a determinar a segurança e viabilidade do uso de instrumentos comuns (isto é, sem contar com dispositivos ou ferramentas especiais) para criar o túnel retroesternal durante o MIRPE. Métodos: Estudo preliminar sobre o MIRPE with regular instruments (MIRPERI, MIRPE com instrumentos comuns), envolvendo 28 pacientes com PE. Foram registrados dados demográficos básicos dos pacientes, medições torácicas e detalhes cirúrgicos, bem como complicações intra e pós-operatórias. Resultados: Os pacientes submetidos ao MIRPERI apresentavam índice de Haller entre 2,58 e 5,56. Não ocorreram complicações intraoperatórias. As complicações pós-operatórias incluíram náusea/vômito em 8 pacientes, prurido em 2 e tontura em 2, bem como atelectasia, pneumotórax com drenagem torácica, derrame pleural e dispneia em 1 paciente cada. Conclusões: Neste estudo preliminar, a taxa de complicações associadas ao MIRPERI foi comparável à relatada na literatura para o MIRPE. A abordagem de MIRPERI tem o potencial de melhorar a segurança do reparo do PE, particularmente para cirurgiões que não têm acesso a certos instrumentos especiais ou não foram treinados para utilizá-los.

 


Palavras-chave: Tórax em funil; Traumatismos cardíacos; Parede torácica; Complicações intraoperatórias; Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos.

 

Artigo de Revisão

15 - Disfunção respiratória: o que sabemos?

Dysfunctional breathing: what do we know?

Laís Silva Vidotto1,a, Celso Ricardo Fernandes de Carvalho2,b, Alex Harvey1,c, Mandy Jones1,d

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20170347

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A disfunção respiratória (DR) é um quadro respiratório caracterizado por padrões respiratórios irregulares que ocorrem na ausência de doenças concomitantes ou secundariamente a doenças cardiopulmonares. Embora o principal sintoma seja frequentemente dispneia ou "fome por ar", a DR também está associada a sintomas não respiratórios, como vertigem e palpitações. A DR pode ser identificada em todas as idades. Sua prevalência entre adultos na atenção primária no Reino Unido é de aproximadamente 9,5%. Além disso, entre indivíduos com asma, um diagnóstico positivo de DR é encontrado em um terço das mulheres e um quinto dos homens. Embora a DR tenha sido investigada por décadas, ela permanece pouco compreendida devido a uma escassez de ensaios clínicos de alta qualidade e de variáveis de desfecho validadas especificamente para essa população. Assim, a DR é frequentemente subdiagnosticada ou diagnosticada incorretamente, devido à similaridade de seus sintomas associados (dispneia, taquicardia e vertigem) aos de outras doenças cardiopulmonares comuns, como DPOC e asma. As altas taxas de diagnóstico incorreto de DR sugerem que os profissionais de saúde não entendam completamente esse quadro e possam, portanto, não fornecer aos pacientes um tratamento adequado. Dada à natureza multifatorial e psicofisiológica da DR, uma avaliação holística e multidimensional parece ser a maneira mais apropriada de melhorar a compreensão e a precisão do diagnóstico. A presente revisão foi desenvolvida como um meio de resumir as evidências disponíveis sobre DB, bem como de melhorar a compreensão do quadro por pesquisadores e profissionais.

 


Palavras-chave: Hiperventilação; Ventilação pulmonar; Sistema respiratório; Pneumologia.

 

19 - Tumor fibroso solitário da pleura: uma causa rara de elevação da base pulmonar direita

Solitary fibrous tumor of the pleura: a rare cause of elevation of the right lung base

Arthur Soares Souza Jr1,2,a, Luciana Volpon Soares Souza1,b, Gláucia Zanetti3,c, Edson Marchiori3,d

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20180006

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Resposta do autor

21 - Resposta dos autores: Reflexões sobre o uso de trombolítico na embolia pulmonar aguda

Authors' reply: Reflections on the use of thrombolytic agents in acute pulmonary embolism

Caio Julio Cesar dos Santos Fernandes1,2,a, Carlos Vianna Poyares Jardim1,b, José Leonidas Alves Jr1,2,c, Francisca Alexandra Gavilanes Oleas1,d, Luciana Tamie Kato Morinaga1,e, Rogério de Souza1,f

J Bras Pneumol.2019;45(1):e20180297

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